COMO ASSIM A MIM?

Olá dreamers,

Como estão?

Já há muito que não escrevo algo por aqui ou público apenas um dos meus looks preferidos.

Isto de se ter um blog, uma conta de instagram, um trabalho e uma vida, às vezes não é fácil de gerir com apenas 24h por dia.

Todos nós estamos habituados aos clichês das redes sociais (a vida maravilhosa, os look incríveis, as viagens…) e ainda bem, assim também sonhamos um bocado. A verdade é que todos nós temos momentos menos bons só que nem sempre os partilhamos. Senti que ultimamente não tinha nada para vos acrescentar, nada para vos contar de “animador” e se há coisa que eu não gosto é de contaminar os outros com coisas menos positivas mas, as vezes, existem histórias/situação que devem ser partilhadas.

Quem me acompanha pelo meu instagram, apercebeu-se da minha fase menos boa deste verão passado. Do nada, comecei a deixar de dormir, a sentir alterações de humor e uma aceleração incomum.

Sempre me conheci de certa forma uma pessoa ansiosa. Falo rápido, sou despachada e sempre “speedada”. Tenho a noção de que nos últimos anos me fui vingando da ansiedade na comida, que muitas das vezes comia emocionalmente.

Recordam-se que sou licenciada em psicologia e tenho mestrado em psicologia clínica e da saúde, certo?

Pois aí é que está… anda uma pessoa a estudar estes anos todos, a saber a teoria e quando chega a sua vez de ser apanhada numa das psicopatologias mais incidentes dos dias de hoje não a reconhece.

A verdade é que fiz questão de partilhar com os meus seguidores do que se estava a passar comigo. Dos dias de privação de sono, da angústia e principalmente da fase bem menos cor de rosa.

Fiquei a saber que muitos de vocês passaram e estão a passar pelo mesmo. Fiquei a saber das vossas estratégias e formas de lidarem com a vossa ansiedade e isso de certa forma também me ajudou.

Eu procurei a ajuda de um profissional de saúde para que numa primeira fase me ajudasse a dormir. A privação do sono é das piores coisas para o nosso organismo e o pior é que este processo torna-se num ciclo vicioso. Para além disso, implementei a mim própria uma série de estratégias.

  • praticar desporto;
  • fazer Pilates ou ioga;
  • não ser tão exigente comigo no trabalho;
  • 1:30h antes de dormir desligar o telemóvel;
  • criar rotinas de sono;

Posto isto em prática, ao final da terceira semana já dormia bem melhor. Já não tinha insónias e o meu sono era de maior qualidade.

Posso dizer-vos que me foram receitados 3 medicamentos. Um para controlar aquele estado de ansiedade em que se sente o coração na boca, outro para me ajudar a ter sono através da produção de uma hormona responsável por tal e por fim um em sos caso tivesse alguma crise mais aguda de ansiedade.

Nunca cheguei a tomar aquele sos, ao final de uma semana já só tomava a medicação para me ajudar a dormir.

O que é certo é que passei a última semana de agosto e o mês todo de setembro lindamente. Tive uma noite ou outra em que senti mais dificuldade em adormecer mas nada de mais.

Chegou outubro, mais um mês, mais uma novidade né? Coincidências ou não, o dia 1 foi marcado pelo regresso da minha ansiedade só que desta vez bem agudo e assustador.

Acho mesmo que devemos aprender a partilhar as coisas menos boas uns com os outro. Não com o intuito de nos vitimizar mas sim de nos ajudarmos.

No próximo post partilho com vocês as aventuras mais recentes da minha ansiedade.

Até lá desejo-vos muita energia positiva.

P.S.: Sejam empáticos, amanhã podemos ser nós. E não se esqueçam, ser empático não passa por provar que a vossa dor/luta/sofrimento é maior que a do outro.

Beijocas ❤️

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DIETA, PARANÓIA OU SAÚDE

Quando abordamos este tipo de temas, geramos sempre, ou quase sempre, certas incongruências. Não é que sejamos apenas nós, a criá-las diretamente, acho que por diversas vezes, são mesmo os outros que fazem uma interpretação errada dos temas. Mas opiniões à parte, vou falar-vos do meu processo de emagrecimento/saúde.

Nunca me conheci como uma pessoa gorda, no entanto, com a entrada na Universidade, deixei a casa dos pais e a comidinha da mãe. Todo esse processo de adaptação, ganhou novas rotinas, jantaradas, saídas, noites mal dormidas, comidas pré-congeladas e fast food pelo meio. Com o passar dos anos este estilo de vida começou a refletir-se, e ao fim de 6 anos tinha passado dos 48 kg para os 58 kg. No entanto, engane-se quem pensa que se notava assim tanto o meu peso a mais.

A maioria das pessoas que convivia comigo, sempre achou que eu estava bem, no entanto eu estava sempre insatisfeita. Começava logo pelo tormento da roupa todos os dias, sempre uma luta para me sentir mais confortável e menos “gorda”. Relativamente à saúde, recordo-me que “o meu forte” eram as crises de vesícula/estômago, cerca de 3 a 4 vezes por ano lá tinha eu as ditas cujas.

Não estou a falar apenas de peso a mais a nível do aspeto físico, mas a nível do aspeto interior do meu organismo. No ano em que atingi o meu peso máximo (58kg), antes de iniciar o processo de perda de peso, inscrevi-me no ginásio, 3 vezes por semana lá ia eu religiosamente. Mas, mais uma vez, não surtiu qualquer tipo de efeito, e porquê? Pois…não fechava à boca!

Um dia, lá acordei toda revoltada da vida, e disse à minha mãe, (recordo-me perfeitamente das palavras) “mãe estou farta, quero fazer uma lipoaspiração às pernas”. A mulher ficou perplexa a olhar para mim, e eu, só repetia o mesmo. Ás tantas diz-me ela, já fartinha de me ouvir, mas tu és doida?! Sabes o que isso implica? “MÃAAAEEEE??? Claro, já fui a um cirurgião e tudo, diz que me tira cerca de 1 litro de gordura de cada perna”. Bem…juro-vos, até a mim me custa pensar naquilo que eu estava disposta a fazer. Estamos a falar de uma cirurgia, algo sério, com implicações para o nosso organismo. Pior, é um médico não nos dar qualquer tipo de conhecimento das opções mais saudáveis antes de partirmos para uma escolha tão drástica.

Obviamente, a minha mãe não me deu conversa nenhuma, e no dia a seguir eu já nem pensava nisso. Estão a ver aquelas ideias estúpidas que nos passam pela cabeça pelo menos uma vez na vida? Esta foi a minha.

Decidida a fazer algo por mim e pela minha saúde física, fui ao “milagreiro do norte” da perda de peso, fui à clínica do Dr. Fernando Póvoas. Já conhecia algumas pessoas e amigas que tinham frequentado a clínica e, tinham-me dito maravilhas, que os resultados eram espetaculares e que nos prescrevia uma medicação que nos auxiliava na perda de peso.

Gente…2 pontos muito importantes, estamos a falar de químicos que são utilizados para diversas patologias e são manipulados de forma a se concentrarem em apenas um comprimido. Somos acompanhados por médicos de clínica geral, ou seja, apesar de nos darem um panfleto com os alimentos a evitar e com o tipo de refeições que devemos fazer, não fazem um trabalho de reeducação alimentar.

Aqui esta o segundo ponto fulcral deste tipo de dietas, se não reajustarem os hábitos alimentares, esqueçam os milagres, até porque a medicação não é para a vida e depois voltam ao mesmo ciclo vicioso ou até pior.

Como foi então a minha experiência? Muito positiva, ao fim de 1 mês e meio já tinha perdido 6kg e ao fim de 4 meses já pesava 49kg. Ou seja, menos 9kg ao todo.

Não estão bem a ver, todas as pessoas me diziam, “estas tão magra”, “gostava mais como estavas antes”, “acho que perdeste peso a mais”, era raro alguém me dizer “bem, estas ótima”. A parte boa, é que eu sentia-me maravilhosamente bem assim, sentia-me eu. Ao final de 9 meses de medicação contínua, cortei radicalmente a toma e procurei a ajuda de uma nutricionista.

Recorri à Dra. Ana Bravo, que me ensinou alguns truques alimentares, como por exemplo, consumir outro tipo de hidratos de carbono e afins (mas prometo abordar o tipo de alimentação noutro post) juntamente com uma medicação homeopática. Resultou muito bem e mantive os 50/51kg.

Ainda nesse ano, 2014 decidi voltar à rotina do exercício físico. Foi um processo gradual, até porque eu era muito preguiçosa no que toca ao exercício físico, mas digo-vos, não vivo sem ginásio atualmente, vou religiosamente 3/4 vezes por semana e aí sim, vi resultados muito satisfatórios.

Hoje em dia, continuo a ser acompanhada por uma nutricionista (com outros objetivos), com quem desde do início, estabeleci uma relação bastante empática. Algo que é fundamental para o sucesso de ambas as partes. A Dra. Dinora que é quem me acompanha, é licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e tem ainda uma pós-graduação em Nutrição Clínica, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. De momento encontra-se em fase de conclusão da tese de Mestrado de Nutrição Clínica na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Contudo, gostaria apenas de vos esclarecer, que eu inicialmente, optei pelo método mais fácil (medicação) mas, existem diversas formas hoje em dia de perdermos peso. O que principalmente tem que se destacar neste processo, é a nossa força de vontade. Não pode faltar motivação nem autocontrole. Felizmente e devido ao curso que tirei, foi algo que fui trabalhando e desenvolvendo e ajudou-me bastante.

Relativamente à minha ideia estúpida, queria referir, que no meu caso, não se justificava de todo. Nunca me submeti a qualquer tipo de cirurgia estética e não sou daquelas pessoas que condena ou diz “eu nunca”. Cada um faz e principalmente tem o direito de fazer o que achar melhor para a sua vida. Não abordem é este tipo de tema com ligeireza, infelizmente ainda se pode morrer numa cirurgia.

Tenho 1,62 cm e peso atualmente 49 kg. Mas o mais importante é a percentagem de gordura que tenho no meu corpo, que é 14%. A balança comum (a doméstica), não passa de um medidor irrealista, só as balanças que medem a nossa composição corporal é que são fiáveis. 

Por isso, se estão a pensar iniciar um processo de perda de peso, ou até mesmo reajustar hábitos alimentares, aconselho-vos a procurar a ajuda de um profissional especializado na área.

Como habitual, deixo-vos alguns links.

Beijocas.

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 http://dinorabastos.blogs.sapo.pt/ 

https://www.facebook.com/dinorabastoshealthycorner 

Dá apoio em várias clínicas:

Lisboa (Clinica Milénio);

Aveiro  (Body Luxury Clinic);

Águeda (Cliria- Clinica da Luz, Espaço Saúde);

Nutricionista no Hospital de Aveiro (Empresa EUREST);

Promove vários workshops, palestras e cursos para diferentes grupos alvo;

 Participação em alguns programas de TV.