DIETA, PARANÓIA OU SAÚDE

Quando abordamos este tipo de temas, geramos sempre, ou quase sempre, certas incongruências. Não é que sejamos apenas nós, a criá-las diretamente, acho que por diversas vezes, são mesmo os outros que fazem uma interpretação errada dos temas. Mas opiniões à parte, vou falar-vos do meu processo de emagrecimento/saúde.

Nunca me conheci como uma pessoa gorda, no entanto, com a entrada na Universidade, deixei a casa dos pais e a comidinha da mãe. Todo esse processo de adaptação, ganhou novas rotinas, jantaradas, saídas, noites mal dormidas, comidas pré-congeladas e fast food pelo meio. Com o passar dos anos este estilo de vida começou a refletir-se, e ao fim de 6 anos tinha passado dos 48 kg para os 58 kg. No entanto, engane-se quem pensa que se notava assim tanto o meu peso a mais.

A maioria das pessoas que convivia comigo, sempre achou que eu estava bem, no entanto eu estava sempre insatisfeita. Começava logo pelo tormento da roupa todos os dias, sempre uma luta para me sentir mais confortável e menos “gorda”. Relativamente à saúde, recordo-me que “o meu forte” eram as crises de vesícula/estômago, cerca de 3 a 4 vezes por ano lá tinha eu as ditas cujas.

Não estou a falar apenas de peso a mais a nível do aspeto físico, mas a nível do aspeto interior do meu organismo. No ano em que atingi o meu peso máximo (58kg), antes de iniciar o processo de perda de peso, inscrevi-me no ginásio, 3 vezes por semana lá ia eu religiosamente. Mas, mais uma vez, não surtiu qualquer tipo de efeito, e porquê? Pois…não fechava à boca!

Um dia, lá acordei toda revoltada da vida, e disse à minha mãe, (recordo-me perfeitamente das palavras) “mãe estou farta, quero fazer uma lipoaspiração às pernas”. A mulher ficou perplexa a olhar para mim, e eu, só repetia o mesmo. Ás tantas diz-me ela, já fartinha de me ouvir, mas tu és doida?! Sabes o que isso implica? “MÃAAAEEEE??? Claro, já fui a um cirurgião e tudo, diz que me tira cerca de 1 litro de gordura de cada perna”. Bem…juro-vos, até a mim me custa pensar naquilo que eu estava disposta a fazer. Estamos a falar de uma cirurgia, algo sério, com implicações para o nosso organismo. Pior, é um médico não nos dar qualquer tipo de conhecimento das opções mais saudáveis antes de partirmos para uma escolha tão drástica.

Obviamente, a minha mãe não me deu conversa nenhuma, e no dia a seguir eu já nem pensava nisso. Estão a ver aquelas ideias estúpidas que nos passam pela cabeça pelo menos uma vez na vida? Esta foi a minha.

Decidida a fazer algo por mim e pela minha saúde física, fui ao “milagreiro do norte” da perda de peso, fui à clínica do Dr. Fernando Póvoas. Já conhecia algumas pessoas e amigas que tinham frequentado a clínica e, tinham-me dito maravilhas, que os resultados eram espetaculares e que nos prescrevia uma medicação que nos auxiliava na perda de peso.

Gente…2 pontos muito importantes, estamos a falar de químicos que são utilizados para diversas patologias e são manipulados de forma a se concentrarem em apenas um comprimido. Somos acompanhados por médicos de clínica geral, ou seja, apesar de nos darem um panfleto com os alimentos a evitar e com o tipo de refeições que devemos fazer, não fazem um trabalho de reeducação alimentar.

Aqui esta o segundo ponto fulcral deste tipo de dietas, se não reajustarem os hábitos alimentares, esqueçam os milagres, até porque a medicação não é para a vida e depois voltam ao mesmo ciclo vicioso ou até pior.

Como foi então a minha experiência? Muito positiva, ao fim de 1 mês e meio já tinha perdido 6kg e ao fim de 4 meses já pesava 49kg. Ou seja, menos 9kg ao todo.

Não estão bem a ver, todas as pessoas me diziam, “estas tão magra”, “gostava mais como estavas antes”, “acho que perdeste peso a mais”, era raro alguém me dizer “bem, estas ótima”. A parte boa, é que eu sentia-me maravilhosamente bem assim, sentia-me eu. Ao final de 9 meses de medicação contínua, cortei radicalmente a toma e procurei a ajuda de uma nutricionista.

Recorri à Dra. Ana Bravo, que me ensinou alguns truques alimentares, como por exemplo, consumir outro tipo de hidratos de carbono e afins (mas prometo abordar o tipo de alimentação noutro post) juntamente com uma medicação homeopática. Resultou muito bem e mantive os 50/51kg.

Ainda nesse ano, 2014 decidi voltar à rotina do exercício físico. Foi um processo gradual, até porque eu era muito preguiçosa no que toca ao exercício físico, mas digo-vos, não vivo sem ginásio atualmente, vou religiosamente 3/4 vezes por semana e aí sim, vi resultados muito satisfatórios.

Hoje em dia, continuo a ser acompanhada por uma nutricionista (com outros objetivos), com quem desde do início, estabeleci uma relação bastante empática. Algo que é fundamental para o sucesso de ambas as partes. A Dra. Dinora que é quem me acompanha, é licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e tem ainda uma pós-graduação em Nutrição Clínica, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. De momento encontra-se em fase de conclusão da tese de Mestrado de Nutrição Clínica na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Contudo, gostaria apenas de vos esclarecer, que eu inicialmente, optei pelo método mais fácil (medicação) mas, existem diversas formas hoje em dia de perdermos peso. O que principalmente tem que se destacar neste processo, é a nossa força de vontade. Não pode faltar motivação nem autocontrole. Felizmente e devido ao curso que tirei, foi algo que fui trabalhando e desenvolvendo e ajudou-me bastante.

Relativamente à minha ideia estúpida, queria referir, que no meu caso, não se justificava de todo. Nunca me submeti a qualquer tipo de cirurgia estética e não sou daquelas pessoas que condena ou diz “eu nunca”. Cada um faz e principalmente tem o direito de fazer o que achar melhor para a sua vida. Não abordem é este tipo de tema com ligeireza, infelizmente ainda se pode morrer numa cirurgia.

Tenho 1,62 cm e peso atualmente 49 kg. Mas o mais importante é a percentagem de gordura que tenho no meu corpo, que é 14%. A balança comum (a doméstica), não passa de um medidor irrealista, só as balanças que medem a nossa composição corporal é que são fiáveis. 

Por isso, se estão a pensar iniciar um processo de perda de peso, ou até mesmo reajustar hábitos alimentares, aconselho-vos a procurar a ajuda de um profissional especializado na área.

Como habitual, deixo-vos alguns links.

Beijocas.

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 http://dinorabastos.blogs.sapo.pt/ 

https://www.facebook.com/dinorabastoshealthycorner 

Dá apoio em várias clínicas:

Lisboa (Clinica Milénio);

Aveiro  (Body Luxury Clinic);

Águeda (Cliria- Clinica da Luz, Espaço Saúde);

Nutricionista no Hospital de Aveiro (Empresa EUREST);

Promove vários workshops, palestras e cursos para diferentes grupos alvo;

 Participação em alguns programas de TV.

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